Advogado acusa delegado de cobrar R$ 2 milhões para livrar Bruno do inquérito

Postado por tudosobreanet on 09:05

Contagem (Minas Gerais) - O advogado do goleiro Bruno, Ércio Quaresma, acaba de criar mais uma polêmica. Nesta quarta-feira, o advogado abriu o verbo contra o Chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, Edson Moreira, e o acusou de cobrar R$ 2 milhões para retirar o nome do atleta do inquérito que investiga o desaparecimento de Eliza Samudio. "Ele adora um cascalhinho. Todo mundo sabe disso. Ele pediu R$ 2 milhões para livrar a cara do Bruno. Até sexta-feira, vocês vão ter uma novidade sobre isso", disse Quaresma.

Primo de Bruno acusa delegado de tortura


O primo do goleiro Bruno, Sergio Rosa Sales, deu novo depoimento nesta quarta, no Fórum de Contagem, e acusou  um dos delegados, Júlio Wilke, de tê-lo o agredido com socos e uma sacola na cabeça. Ele também acusou uma policial de nome Laura de ter batido no seu rosto várias vezes na garagem do prédio. Sérgio repetiu o que havia dito no mês passado, depois que trocou seu advogado, passando a afirmar ter sido torturado para dar detalhes sobre o crime. "Estava muito pressionado e inventei tudo", afirmou.

No relatório final da investigação e na denúncia do Ministério Público, entretanto, uma filmagem feita pela polícia poderá ser determinante para desmontar a tese da nova defesa de Sérgio, de que ele teria sido espancado e coagido. A gravação mostra o passo a passo da reconstituição, dentro do sítio de Bruno, na qual Sérgio aparece tranquilo remontando o passo a passo do momento em que Eliza foi retirada do sítio na Ecosport, na noite do dia 10 de junho.
O DIA noticia o desaparecimento de Eliza Samudio com exclusividade

Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a teria agredido para que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para provar a suposta paternidade de Bruno.
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No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estaria lá. No dia seguinte, O DIA noticiou, com exclusividade, o caso. Com equipes de reportagem no local, O DIA ONLINE acompanhou a investigação da história, minuto a minuto, a partir do dia 26 de junho.
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A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante o depoimento dos funcionários do sítio, um dos amigos de Bruno afirmou que ela havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayanne Souza foi presa, mas logo conseguiu a liberdade. O goleiro e a mulher negam as acusações de que estariam envolvidos no desaparecimento de Eliza e alegam que ela abandonou a criança.
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Na quarta-feira 7 de julho, a Justiça decretou prisão preventiva do goleiro Bruno, o amigo Macarrão, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos - conhecido como "Neném", "Bola" ou "Paulista", sua mulher Dayanne e mais quatro envolvidos no crime. A polícia apreendeu ainda um menor, de 17 anos, primo de Bruno, que teria participado da trama. No dia seguinte, 8 de julho, a mãe de Eliza Samudio ganhou a guarda provisório do bebê, agora com 5 meses. No dia seguinte, Bruno, Macarrão e Neném foram convocados a prestar depoimento mas se negaram. Segundo seus advogados, os acusados só falarão em juízo.

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